2ºDia – 25 Outubro

(Em actualização)

Cuidar das Pessoas, Sábado – 25 de Outubro

Diploma de Permacultura em Português – Design para uma Aprendizagem em Acção

Colectivo de Educação em Permacultura – Mirka Hlavacova e Filipa Ripley

A criação do Diploma de Permacultura em Português têm sido um processo co-criativo, totalmente na base de trabalho voluntário, com muitos membros da comunidade de Permacultura de Portugal. Ao longo de nosso trabalho em conjunto, desenvolvemos um caminho do diploma, que visiona capacitar e empoderar permacultores, oferecendo-lhes acompanhamento e continuidade após suas experiências do Curso de Design Permacultura (PDC). Este sistema, que funciona na base da aprendizagem-ação, agora está na fase de beta-testing. Nesta apresentação, vamos explicar os fundamentos teóricos, o desenho do sistema, o estado actual, e alguns desafios/aprendizagens que tivemos pelo caminho.
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A visão do Colectivo é nutrir o ensino e aprendizagem na comunidade de Permacultores, resultando na vivência da ética e dos princípios de Permacultura. Para este propósito, estivemos a desenvolver o sistema de diploma. Nas 5 reuniões que aconteceram até hoje em 5 projetos de Permacultura diferentes em Portugal, tentamos criar um solo fértil onde os participantes tiveram a oportunidade de se conhecer, criar laços de confiança, e colaborar.

Mirka e Filipa estão a tirar seus diplomas neste sistema emergente, cuja criação faz parte dos seus caminhos de diploma.

Parceria Pan-Europeia de Professores de Permacultura

André Carvalho
A necessidade de nos juntarmos para criar sinergias de acção e aprendizagem é cada vez mais sentida por aqueles que têm como foco principal espalhar a educação sobre permacultura. EPT é uma rede de professores de permacultura dedicados no suporte mutuo para uma educação cada vez mais participativa, eficiente e transformadora. Durante esta conversa vamos falar um pouco sobre o que juntou estas gentes, o que fizeram, e a sua visão para o futuro.

O Movimento de Transição a nível local, nacional e internacional – uma rede de aprendizagem, de apoio e de colaboração

Annelieke van der Sluijs e Filipa Pimentel

 O ponto de partida desta apresentação será uma pequena exploração da ligação entre a Permacultura e o Movimento da Transição, com alguns exemplos tirados das várias iniciativas de transição, ambas rurais e urbanas.
As iniciativas de transição em Portugal reúnem-se com alguma regularidade para partilhar experiências e reflectir sobre formas de colaboração. As ligações que surgem destes encontros fazem com que se torne mais fácil a colaboração entre iniciativas locais e o apoio a novas iniciativas. Os encontros de Transição em Portugal, sempre muito intensos, para além das ligações fortes entre os seus membros ainda que invisíveis, têm sido catalisadores de muito de concreto: apostas conjuntas em projectos de interesse comum, um boletim de informação, uma página web nacional e um programa de formação.

Tal como em Portugal, as iniciativas de Transição de outros países também se organizam a nível nacional. Todos os anos, desde 2011, representantes destas redes nacionais convergem de pontos espalhados de todo o mundo num encontro internacional, formando uma rede de apoio e colaboração, que está continuamente em processo de ser co-desenhada, de uma diversidade extrema – é inspirador saber que no mundo inteiro existem pequenas iniciativas que contribuiem para a resiliência da sua comunidade local, que no seu todo têm um impacto significativo e que a estrutura desta rede internacional permite que se experimente e se aprenda ao nível global, em todas as direcções.
Do encontro internacional dos coordenadores nacionais (‘Hubs’) já surgiram alguns projectos interessantes. Vamos dar uns exemplos, com maior atenção para dois projectos em que Portugal aderiu recentemente: “REconomia” e “Um Ano em Transição”. Ambos com objectivos de apoiar o desenvolvimento de actividades económicas que fortalecem a comunidade local.

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Annelieke van der Sluijs é activa na sua Iniciativa de Transição local Coimbra em Transição e representa Portugal ao nível internacional.
Filipa Pimentel é activa na Iniciativa de Transição de Portalegre e é membro da equipa da Transition Network como coordenadora internacional das representações nacionais do Movimento de Transição. A Transition Network (que em português significa Rede de Transição) é uma instituição não governamental sem fins lucrativos que tem como missão inspirar, encorajar, conectar, e apoiar as iniciativas de transição do mundo inteiro a fazer a transição para comunidades saudáveis, sustentáveis, resilientes e felizes.

Iniciativa Covilhã em Transição – Um Degrau de Cada Vez

Patrícia Paixão

A metáfora de um projecto em particular para contar a história da Iniciativa Covilhã em Transição. Como subir umas escadas, ou atravessar os caminhos íngremes da Covilhã pode servir como comparação para o trajecto de uma Iniciativa que deu os primeiros passos há mais de um ano. Como foi o caminho? Onde tropeçámos? Com quem nos cruzámos? De que ferramentas precisámos? E, finalmente, em que degrau nos encontramos?

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Oficina Projectos Despertos: criar um futuro consciente

Ricardo Gonçalves e Sara Rocha | Projecto Vida Desperta

Muitos de nós temos o intuito de viver melhor, de que é possível vivermos mais ligados com nós mesmos, aos outros e com a natureza. Agir de forma diferente significa quase sempre dar um passo no desconhecido, com todas as incertezas e dúvidas que daí advêm. No entanto, mudar hábitos bem estabelecidos de um dia para o outro não é fácil. Como podemos então responder às situações que surgem a cada momento e mantermo-nos conectados com a nossa essência? De onde vem a inspiração que te faz continuar a experimentar, a tentar? Como lidar com as resistências que encontras dentro de ti e ao teu redor? O que te faz ver para além das tuas limitações e conseguir superá-las? São estas as perguntas que gostaríamos de abordar nesta conversa, através das nossas experiências pessoais e colectivas.

Desde o seu início, em 2007, o Projecto Vida Desperta (Awakened Life Project – ALP), evoluiu de forma orgânica a partir da visão de Peter e Cynthia Bampton, e foi-se transformando numa “família” alargada espalhada por Portugal e além-fronteiras, onde vários membros têm encontrado inspiração e apoio mútuo para desenvolverem os seus próprios projectos.

Criou-se uma estrutura de co(n)vivência e interligação em que cada um/a de nós é constantemente desafiado/a a descobrir mais do seu potencial e apoiado/a a expressá-lo. Algumas destas pessoas vivem no núcleo geográfico do projecto, na Quinta da Mizarela, e a restante maioria mantém uma ligação regular através do Grupo de Mulheres e do Grupo de Homens e de conversas semanais on-line. Cada participante tem a oportunidade de tornar-se co-criador(a) do ALP e simultaneamente viver esta realidade transpondo-a para o seu dia-a-dia, na localidade em que habita e trabalha, enquanto floresce em autonomia num contexto partilhado, em que os valores basilares são comuns a todos.

Ao partilhar as nossas experiências pessoais, pretendemos tocar em aspectos com que facilmente nos identificamos, tanto a nível pessoal como a nível cultural. Convidamos todas as pessoas presentes a entregarem-se a esta conversa e partilharem a sua experiência numa perspectiva de descoberta mútua.

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Com participação de: Teresa Leite Gonçalves e Ricardo Gonçalves (Vida em Transição, Famílias Despertas), Andrea Giraldo López (Life Jam), Laura e Marko Maitz (Projecto Floresta Desperta), Jutta Weiske e Sandra Szostak (Avidanja), Duarte Gonçalves (Projeto Alimento Desperto), Teresa Leite Gonçalves (Caracol ao Sol), Sara Silva (Cidade Mais), Annelieke van der Sluijs e Sara Rocha (Coimbra em Transição). Mais informação sobre os projectos em: http://www.awakenedlifeproject.org/pt/eventos/projecto-vida-desperta-na-convergencia-permacultura

 Permacultura nas Escolas

Sílvia Floresta

Será uma conversa aberta à participação de todos para pensarmos a escola como um espaço de design em Permacultura. Criando um programa ou adaptando um programa escolar existente, serão abordadas ferramentas que as escolas podem usar para planear e implementar um sistema produtivo, saudável e ecologicamente sustentável.
O sistema é desenvolvido com a participação activa de toda a comunidade escolar e todos os recursos da escola são usados no novo design,  podendo ser um modelo a aplicar na comunidade envolvente.
Será feita a observação de contextos e análise de resultados ao aplicar Design em Permacultura numa escola, nas suas dimensões sociais,educacionais, económicas e físicas.

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Tem uma enorme paixão por sementes e acredita que o futuro das variedades tradicionais é a sua preservação e a liberdade para todas as sementes.
Estudou botânica e regeneração de solos e ao trabalhar no Parque Natural de Sintra em propagação de plantas, recolha e conservação de sementes onde contactou com cerca de 900 espécies vegetais da flora da região. Uma das suas actividades principais é a recolha e conservação de sementes de espécies altamente ameaçadas.
Em 2008, fundou o projecto de educação ambiental – Permacultura nas Escolas e desde então tem trabalhado com várias escolas, dentro e fora da sua comunidade.
Integrou vários projectos de hortas comunitárias e envolveu-se activamente e de forma voluntária na campanha pela sementes livres, participando na recolha de variedades tradicionais junto dos agricultores.
Em 2012 esteve na Austrália no Permaculture Research Institute e desde então tem organizado vários cursos em Portugal com outros professores.

Pequena introdução à permapicultura de Oscar Perone

Duarte Alvim


Breve introdução aos princípios e metodologias da Permapicultura: 
A apicultura natural | Como deixar as abelhas ser abelhas | Convergindo os interesses do Homem e da Abelha | Apresentando a colmeia Perone

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… um belo dia dizem-me: “Descobri o teu objectivo de vida” A sério? Olha que isso é uma afirmação potente… E tem apenas uma palavra: Permacultura. Wooaaaa….

Quinta do Vale da Lama

André Carvalho
 
A Quinta do Vale da Lama é uma organização e comunidade de aprendizagem, que se junta com o intuito de criar as circunstâncias para uma vivência simples, envolvida com a comunidade, e responsável pela terra debaixo dos nossos pés. No entanto, há tanto para experienciar, tanto para saber neste caminho, que o foco principal é de descobrir como criar as condições para  uma aprendizagem conjunta, e como criar juntos uma cultura de comunicação transparente e efectiva. Como integrar tantas ideias, valores individuais, e claro, os nossos erros. Como criar uma atmosfera de aprendizagem transformadora que nos permita caminhar em direção aos nossos objectivos.
Durante esta conversa vamos falar um pouco da história da Quinta do Vale da Lama, o que fazemos agora, e como olhamos para o futuro.

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Da ITT a Viver Telheiras: uma Transição

Luís Pereira e Flipe Matos

A Iniciativa de Transição em Telheiras (ITT) arrancou em Outubro de 2010, dentro da Associação de Residentes de Telheiras, entre vontades, curiosidades, energias e necessidade de mudança. Até Maio de 2012 foram muitos meses de encontros comunitários, palestras, oficinas, conversas, inspirações, novas relações e amizades, hortas, mudanças no bairro.
No entanto algo mudou e a ITT foi perdendo força. Cansaço, divergências, novos projectos, falta de tempo, emigração. Mas a vontade de criar um bairro melhor mantinha-se, e depois de pensarmos, avaliarmos, sentirmos e sonharmos, surgiu o projecto do Centro de Convergência de Telheiras, agora “Associação Viver Telheiras”, que, inspirada na experiência da ITT, continua a tentar ajudar este bairro a transitar do agora para o futuro que juntos quisermos.
Com esta apresentação gostávamos de partilhar as nossas vitórias e as nossas dificuldades, os obstáculos que surgiram e as nossas estratégias para os ultrapassar, a criação de uma nova visão para o sítio onde vivemos e o que fomos sentindo ao longo destes anos. Acreditamos que através da partilha podemos chegar mais longe e que muitos se identificarão com várias fases do nosso percurso, e com a troca de experiências podemos ver novos caminhos para este caminho de transição.

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Famílias em Transição

Fernando Oliveira e família

Conversa aberta sobre a participação de famílias em Transição.
A estrutura familiar é uma das bases da nossa sociedade e para uma integração plena numa iniciativa de transição é necessário que a família diga “sim”. É um processo gradual, mas que só se torna plena quando todos os elementos da família se sintam integrados e com um papel ativo na mesma.
A importância de criar espaços para todos e em que todos se revejam na iniciativa.
Esta foi a aprendizagem retirada da experiência da iniciativa de Linda-a-Velha (ITLaV), em que o grupo foi diminuindo ao longo do tempo e os que permanecem é porque as famílias estão envolvidas. Estes continuam a trocar ideias, experiências e a sonhar em conjunto.

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Casa Verde na Serra – A Permacultura na nossa vida e na Serra do Açor

Mónica Barbosa e João Gonçalves

Integramos a aprendizagem e os ciclos de vida ao nível pessoal e ao nível da comunidade biológica de Chão Sobral para satisfazer as necessidades de forma sustentável.
Facilitamos o exercício de regeneração no nosso espaço emocional e ecológico.
Produzimos bens e serviços que partilhamos em redes de trocas solidárias.
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Mónica Barbosa nasceu em Lisboa e é psicóloga clínica de profissão e permacultora a tempo inteiro. João Gonçalves nasceu em Chão Sobral, é licenciado em Animação Socioeducativa e inventou a permacultu(-)ruralização, que originou o verbo permacultu(-)ruralizar. Ver mais em http://casaverdeamoreiras.blogspot.pt/p/quem-somos.html

Construir a soberania alimentar e uma cultura de abundância nas praticalidades do dia-a-dia

Annelieke van der Sluijs e Sara Rocha | Coimbra em Transição

Portugal tem condições naturais fantásticas para o cultivo de alimentos, contudo a maioria dos produtos que conseguimos adquirir vêm de fora. Ao mesmo tempo, muitas pessoas com capacidade e vontade de cultivar encontram-se no desemprego e cada vez mais terrenos encontram-se abandonados. O que podemos então mudar nas nossas escolhas e cultura alimentar quotidianas para deixar florescer os nossos recursos locais e reforçar a rede social e económica?

Há muitas razões para apostarmos num sistema alimentar de base local, de funcionamento cíclico e regenerativo, que apresentaremos brevemente no início da sessão. Mas a realidade é que a maioria dos produtores diz “não é possível viver da agricultura sustentável em Portugal”. Grande parte das famílias acredita ser mais confortável e acessível comprar no supermercado e prefere a alimentação “pré-fabricada” para poupar tempo e dinheiro. Lojistas estão convencidos que é uma complicação trabalhar com produtores locais. Mas não são as razões que mudam mentalidades e hábitos… são os aspectos práticos, a existência de alternativas atractivas e viáveis, que nos fazem querer mudar.

Por isso, estamos à procura de praticalidades, dos hábitos favoritos de todas as pessoas envolvidas em teias alimentares locais que tornam o cultivo, a venda/compra e o consumo prazerosos, satisfatórios e acessíveis. Exemplos: Como passar apenas 10 minutos na cozinha durante a manhã, esquecer a comida durante o dia e ter um prato pronto, quente e cheio de aromas à tua espera, ao chegar a casa à noite? Como fazer grandes quantidades de composto de alta qualidade com pouco esforço? Como organizar a produção para alimentar 50 famílias com cabazes locais?

Durante a sessão, vamos partilhar aspectos práticos em grupos temáticos, consoante as propostas que surgirem. Convidamos todos e todas as que tenham vontade em partilhar a sua praticalidade para entrarem em contacto connosco.

Já temos as seguintes confirmações: Manuel Vicente (Cooperativa de prossumidores – Madeira); Patrícia Serôdio (Africa das Joaninhas – Alpiarça/Quinta do Luzio – Janas, Sintra); Hugo Dunkel (Projecto Local- Porto); Nuno Belchior (Projecto 270 – Palmela); David Saraíva (AMAP – Porto); Francisco Dinis (CASAS – Clube de Alimentação Saudável e agricultura Sustentável – Covilhã) (actualizações desta lista em http://coimbraemtransicao.wordpress.com/2014/10/08/soberania-alimentar-coimbra-em-transicao-convergencia-fundao/)

No final da sessão reuniremos novamente para sentir “um cheirinho” das praticalidades partilhadas e usufruir de algumas delas sob a forma de um lanche.

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Um conjunto de pessoas associou-se em torno da Coimbra em Transição porque acredita ser possível vivermos mais ligados, numa cultura que inspira o florescimento de cada um/a, de resiliência e celebração. Dos vários âmbitos onde gostaríamos de ver estas mudanças, escolhemos a alimentação como ponto de partida. Cada associado/a pode iniciar uma actividade aberta, para todo/as os que têm como objectivo adquirir habilidades práticas e experimentar formas de conviver, colaborar e organizar que nos aproximam da sociedade em que queremos viver. Tentamos sempre procurar a colaboração com outras entidades na cidade de Coimbra, como por exemplo na iniciativa “Rede Alimentar de Coimbra”, para tornar as opções já existentes mais visíveis e aumentar a oferta e procura de alimentos locais de produção sustentável.

Annelieke van der Sluijs e Sara Rocha são co-fundadoras da Coimbra em Transição. Ambas são activas nos grupos de horticultura e culinária da Associação: trabalham na horta comunitária, organizam e dinamizam oficinas práticas. Annelieke é co-criadora do projecto Cesto Cheio, ferramenta on-line para estabelecer relações de longa duração entre agricultores/hortelãos e “comedores” na sua localidade. Com estas actividades e a sua capacidade de integração, as duas estão também envolvidas na Rede Alimentar de Coimbra.

Permacultura de Dentro para Fora

Filipa Santos

A Permacultura é uma ferramenta ao alcance de todos, que apenas se torna válida quando a aplicamos ao sistema que suporta a vida, que nos sustém e quando assumimos o compromisso de tomar decisões éticas perante nós próprios, antes de mais. Temos nas nossas mãos a oportunidade de encontrar respostas e soluções para os nossos desafios diários se nos dedicarmos a desenhar no tempo e no espaço o território onde habitamos. Este é um trabalho de uma vida, podemos escolher agora investir na construção do Mundo em que acreditamos, começando pelo centro da acção, o nosso interior. Será uma dinâmica de pesquisa e consciencialização, aguçando a curiosidade em explorar faces desconhecidas dos nossos sonhos mais profundos. A partir do sonho revelado seremos então capazes de iniciar o nosso processo de Design de Permacultura. Transformando o sonho, numa visão.
Qualquer projecto de Permacultura desde o design, ao planeamento e à implementação, em todos os seus campos de intervenção, assenta na concepção de uma visão, baseada na Ética da Permacultura. Vamos perceber como transformar sonhos em visões, visões em projectos, projectos em caminhos de aprendizagem e construção, num simultâneo processo de adaptação, re-criação e constituição.

Iniciamos a exploração colocando questões simples e essenciais como:
Quem sou? Onde estou? Para onde quero ir?

Pretendo facilitar, a partir da minha experiência, o caminho de quem quer colocar projectos de Permacultura na prática e sente necessidade de explorar o seu potencial intrínseco, as opções de aplicabilidade e as oportunidades que se encontram nos seus sonhos, contextos e possibilidades.
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Em 2007 completei cinco anos de estudo em Design de Equipamento na Faculdade de Belas-Artes, na Universidade de Lisboa. Em Setembro de 2009 fui iniciada na Permacultura, fazendo o Permaculture Design Course de 72horas. Em 2008 dedico a minha vida, em parceria, à implementação do projecto de Permacultura O Fojo. Desenvolvi projectos de Design e Planeamento em Permacultura em conjunto com outros permacultores. Faço um curso de Transition Town Iniciatives (Transition Network). Dedico-me ao planeamento e produção de eventos, programas de trabalho e voluntariado, bem como à capacitação e empoderamento de todos para que sejam a mudança que desejam ver no Mundo! Mais recentemente fiz o curso Ecovillage Design Education (Gaia Education) na comunidade de Sieben Linden, na Alemanha e uma formação em People and Permaculture (Living in Circles). Estudo e pratico diversas ferramentas de gestão e aprofundamento humano, como: Fórum, Way of Council, Comunicação não Violenta, Questioning, dinâmicas grupais com adultos, entre outras.

 

Oficina Dança Afro Tribal

Carla Braga / Ceiba Permacultura 

Tendo sido usada em rituais sagrados em contato direto com a Mãe Natureza (agricultura, pesca, danças guerreiras), a dança tribal africana foi, na sociedade moderna, transformada numa atividade cultural que envolve ritmo, sincronia, forma e união.” A dança tribal africana é, acima de tudo, a memória da tradição, da ancestralidade e do antigo equilíbrio da natureza, o retorno a um tempo/lugar no qual não existiam diferenças nem separações entre o mundo natural, humano e espiritual.
A dança afro-brasileira é totalmente representativa. Além de trabalhar o movimento da mitologia dos Orixás, normalmente representa também movimentos primitivos, guerreiros, imitativos dos animais e dos elementos sagrados da Natureza. Os Orixás representam a personificação das forças da Natureza e dos fenómenos e ciclos naturais: nascimento e morte, saúde e doença, as chuvas, o orvalho, as árvores, os rios, etc… Representam os grandes elementos: terra, fogo, ar e água…e os três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso…Representam ainda os três reinos: mineral, vegetal e animal…para além dos princípios masculino e feminino. Tudo isto representa o poder e energia vital, a grande força de todas as coisas existentes e que é denominada de AXÉ.

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Licenciada em Piano pela ESMAE (Porto), possui também uma pós-graduação em “Sustainable Development” (UK) e um PDC, certificado pela Associação Britânica. Possui também formação em ballet clássico, dança e percussão tribal africana, danças afro-brasileiras, danças latino-americanas, artes marciais (Kung-Fu, Tai-Chi, Aikido e Capoeira) e Ioga.
É pianista acompanhadora, permacultora e também professora de piano, dança e permacultura.
Viajante viciada tenta, nas várias viagens que já fez (sobretudo pela América Latina e África) e conta ainda fazer por essa vida fora, fazer uma imersão completa nas culturas locais, como forma de expansão nas áreas com as quais trabalha e das quais é Amante assumida: a Música, a Dança, a Natureza e o Ser Humano, no sentido não apenas de aperfeiçoamento pessoal, mas também como forma de partilhar cada vez mais tudo o que vai aprendendo com as pessoas que, por esse mundo fora, também amam intensamente a Vida!

Encontro das Iniciativas de Transição em Portugal

Annelieke van der Sluijs, André Vizinho e Sara Serrão | Facilitadores da Plataforma da Transição Portugal

Nos dias 4-5 de Outubro decorreu o IX Encontro Nacional das Iniciativas de Transição em Coimbra para avaliar e sintonizar o funcionamento dos grupos de trabalho. Surgiram algumas propostas importantes para dar mais estrutura e continuidade à nossa rede, de modo a desenvolvermos um nível de apoio e organização adequado para facilitar a maturação das iniciativas locais e a nossa capacidade de resposta nas oportunidades de colaboração que surgem ao nível nacional e internacional.
Por este motivo, o carácter deste encontro em Fundão transformou-se num momento de reflexão e decisão para pessoas que representam a sua iniciativa de Transição. Desenvolvemos uma dinâmica em que pudemos explorar alguns aspectos vitais do nosso funcionamento em rede, dando origem a propostas e preparando-nos para decisões informadas.
As propostas vão ser distribuídas pela lista de correio electrónico da Plataforma com uma semana de antecedência. Ainda existe a possibilidade de as consultar nos intervalos no dia anterior ao encontro, na Praça do Octógono, e no próprio dia, na sala onde decorrem as apresentações das iniciativas de Transição.
Convidamos todos os que sintam vontade de ter uma melhor visão sobre o que neste momento acontece no Movimento de Transição a assistir à apresentação de “O Movimento de Transição a nível local, nacional e internacional – uma rede de aprendizagem, apoio e colaboração” no Sábado, dia 25 de Outubro, das 9h00-9h40.
Domingo, na Feira de Partilha de Excedentes, haverá ainda espaço para saber mais sobre as iniciativas de Transição em Portugal e encontrar ligações e sinergias de forma informal e num momento colectivo, em que uma pequena equipa de facilitadores introduzirá dinâmicas que irão possibilitar a cada pessoa presente apresentar-se e encontrar de forma rápida e divertida as pessoas com quem pode conversar acerca de assuntos específicos.

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A Plataforma da Transição Portugal surge da necessidade sentida por parte das Iniciativas de Transição em Portugal de ter um grupo que lhes preste apoio directo, organize a partilha de informação e conhecimento e funcione como ponte ao nível nacional e internacional. A Plataforma é constituída por alguns dos membros das Iniciativas existentes em território nacional, que de forma voluntária se disponibilizam para assumir as tarefas inerentes à satisfação dessas necessidades de apoio, tendo formado alguns grupos de trabalho.

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