1ºDia – 24 de Outubro

(em actualização)

23 de Outubro

Filme “O Pomar de Permacultura – além do Orgânico” de Olivier Asselin 2014.

Estreia em Portugal | 21h30 Moagem (Filme em inglês com legendas em PT)

Boas-Vindas à Convergência de Permacultura.

E se existisse uma melhor forma de produzir fruta?
Com menos trabalho. Maior produtividade. Mais diversão.

Há 20 anos atrás, Stefan Sobkowiak comprou um pomar comercial de maças (cerca de 5ha) com o objectivo de o converter num pomar de agricultura biológica. Em 1996 o pomar obteve a certificação biológica, no entanto Stefan logo apercebeu-se das limitações deste modo de produção baseado em monocultura. Então em 2007 Stefan decidiu tirar a maior parte das árvores e replantar o pomar, inspirando-de nos princípios de permacultura. Aos poucos Stefan conseguiu criar um oásis de abundância e biodiversidade, com mais de 100 variedades de maças, diversos tipos de pêra, ameixas, cerejas, legumes, etc.
O pomar está organizado de forma a que tudo o que cresce numa determinada faixa amadurece e está pronto para a colheita dentro de um período de 10 dias. Este sistema, descrito por Stefan como “prateleiras de supermercado”, permite uma colheita eficaz apesar da grande diversidade de espécies, e pode ser muito útil para fruticultura comercial em grande escala.

Os conceitos, técnicas e dicas apresentados neste filme vão ajudá-lo no seu próprio projecto, seja ele com apenas algumas árvores de fruta no seu quintal/horta caseira ou num pomar comercial de vários hectares.

Após a exibição do filme (cerca de 1h30), segue-se uma pequena discussão e troca de ideias.

filme


Cuidar da Terra, Sexta-Feira – 24 de Outubro

Manhã

Abertura da Convergência de Permacultura

São preciosos os fins-de-semana em que se consegue reunir tantas pessoas de todas as partes do país para contribuir para a Permacultura em Portugal. Seja como facilitador, voluntário, participante…
Por isso cada bocadinho tem de ser muito bem aproveitado. Especialmente a abertura da Convergência, onde vamos poder contar com a participação especial de Allan Savory, David Holmgren, Geoff Lawton (em confirmação), Graham Bell, Larry Korn, Max Lindegger  e Paul Wheaton.
Esta é aquela abertura em que todos vão querer estar presentes!

logovou

Herdade do Freixo do Meio: Gestão agro-ecológica do Montado.

Alfredo Cunhal Sendim

O actual projecto do Freixo do Meio começou no Verão de noventa,  após o fim da reforma agrária da revolução de 74. Então aplicámos o melhor que pudemos o novo pacote tecnológico, químico e mecânico que imperava de forma incontestada. Não havia na altura, qualquer outra abordagem credível aos sistemas agrícolas no nosso país. A agricultura moderna afirmava-se então como uma das mais consideráveis criações humanas tanto no Leste como no Ocidente. Seguimos as correntes existentes que apelavam à simplificação e à intensificação dos sistemas. Começámos com o que havia: cortiça, trigo e ovelhas de carne; investimos em pouco tempo e bastante nestas actividades. O objectivo era conseguir uma actuação responsável sobre a Herdade, o que se traduzia essencialmente na questão da rentabilidade económica e no aspecto social do emprego.

Os primeiros anos evidenciaram elevado risco económico, grande dependência de factores de produção e dos processadores e distribuidores de matérias primas, degradação dos recursos do solo, água, biodiversidade; em suma, pouca realização e uma consciência crescente de que fazíamos parte de um problema. Esta realidade empurrou-nos gradualmente para um sistema agronómico mais extensivo e complexo. Decidimos recuperar a antiga estrutura do Montado, promovendo a regeneração do estrato arbóreo, arbustivo e piscícola. Introduzimos o porco, a vaca, a cabra, o peru, a galinha e o frango, bem como o olival, a vinha, os hortícolas e os frutos…

Ao longo deste processo de transição, encontramos a história do Montado que inspirou e norteou de forma determinante o nosso caminho.

O Montado é um sistema agrícola criado pelo homem que funciona como um ecossistema natural e produz o que nós necessitamos de forma completamente autónoma. É um exemplo real da bondade da aplicação dos princípios da agro-ecologia ao longo de mais de mil anos. Num clima tão adverso como o mediterrânico (só ocupa 2% superfície globo; combina calor e seca; irregular de ano para ano) ele conseguiu através da mesma receita que suporta a natureza – a complexidade – superar as nossas necessidades e criar uma considerável quantidade de solo vivo.

O sistema consiste num mosaico diverso de actividades produtivas que se desenvolvem num estrutura dominada por uma agro-floresta, composta por, pelo menos, três níveis: as árvores, os arbustos e as pastagens. O estabelecimento de processos de cooperação entre actividades – simbioses, as diferentes eco-funcionalidades dos vários elementos do sistema que permitem o aproveitamento eficiente dos recursos e a gestão do risco climatérico jogando para a média de todas as produções, e não para apenas uma como na monocultura, são as principais virtudes deste sistema.

O abandono deste conceito aconteceu essencialmente a partir de meados do século passado, com a rápida “evolução” dos sistemas agrícolas. A intensificação e a simplificação dos processos produtivos, na nossa frágil realidade, consumiu, perdeu e contaminou, em menos de cem anos, os recursos (ex. solo, biodiversidade…) acumulados em cerca de mil.

Mas o mais grave é que substituímos um modelo produtivo auto-sustentável, eficiente e abundante, por um completamente dependente, poluidor e ineficiente na utilização dos recursos.

Foi por isto que encontrámos praticamente um deserto no Freixo do Meio em 1990. Podíamos produzir sim, mas à custa de factores de produção externos.

Após uns anos de trabalho na recuperação do solo e da estrutura agro-florestal, a par com a introdução de actividades primárias, a bondade do sistema, era incontornável. No entanto, a sustentabilidade económica não era conseguida, essencialmente porque o mercado não valorizava produções muito diversificadas em pequenas quantidades.

herdade

Empenhados em encontrar uma forma viável de continuar, acreditámos que a “diferenciação” dos produtos era o caminho. Esta opção levou-nos a desenvolver a segunda função que hoje desempenhamos, a transformação das matérias-primas em produtos finais, maioritariamente alimentos (mais de 200 referências, grande parte da dieta mediterrânica).

A agricultura biológica, que no início (1997) foi por nós percebida apenas como uma ferramenta de diferenciação suportada por ajudas europeias, rapidamente nos abriu uma visão muito mais integral e profunda dos sistemas agroecológicos, para além de nos permitir o acesso a um mercado exclusivo e promissor, bem como nos conectar com uma rede extraordinária de pessoas.

A existência dos produtos levou-nos a ter que os colocar no mercado criando para isso uma pequena frota de distribuição de frescos. A distribuição por grosso fazia-se em Portugal e na Holanda, mas o caminho que tinha seguido a distribuição dos alimentos, mesmo no pequeno sector do biológico, deixava uma parte significativa dos produtos por vender, principalmente por serem quantidades pequenas.

Decidimos então tentar desenvolver uma quarta função, a venda a retalho. Abrimos sucessivamente lojas na Herdade, em Montemor-o-novo, em Évora, e finalmente em Lisboa, onde conseguimos rentabilidade. Ao mesmo tempo, sentimos a necessidade de informar o porquê do nosso trabalho e de o credibilizar, pelo que abrimos permanentemente a Herdade, criamos eventos, visitas, estadias, restauração, voluntariado…, a quinta função a que chamamos serviços turístico-didácticos.

Foi na fase de implementação destas cinco frentes que surgiu o momento de separação deste projecto do conjunto da minha família. Coincidiu também com o rebentar da crise mundial em 2008.

Tinha conhecido a Permacultura pouco tempo antes. Assim, foi como que o sentir e o perceber de anos se passasse a conjugar de uma forma muito mais coerente e dirigida. Foi também o integrar de uma nova cultura não condicionada pelo medo: disponível para cuidar da Terra e das pessoas, diminuindo o consumo e distribuindo excedentes. Mais do que qualquer medida de fundo ou técnica, o tentar aplicar a filosofia de transição inerente à Permacultura no dia-a-dia permitiu-nos, pelo menos, chegar a 25 anos de trabalho mais satisfeitos.

Com base no esforço, conhecimento e transparência, tentámos caminhar essencialmente no sentido da “empresa social” e da “agroecologia“. Abrimos a herdade a outros projectos com o mesmo DNA, tentando começar a criação de uma nova eco-comunidade rural. Tentámos partilhar produtos e saberes, colocando-os no mercado de uma forma não especulativa e estabelecendo fórmulas de cooperação com outras instituições. Promovemos hoje cerca de 20 vezes mais emprego do que a média da região. Produzimos comida biológica e biodinâmica para mais de 100 famílias. Sequestramos carbono. Contribuímos para a conservação da biodiversidade. Aplicamos tecnologias de conservação e regeneração do solo e da água como EM’s. Introduzimos as energias renováveis e diversificamos as fontes. Festejamos.

Mas, pragmaticamente, sobrevivemos com muita dificuldade. Acreditamos, no entanto, que devemos empenhar-nos em trabalhar para que existam condições necessárias para que muitos outros possam implementar modelos agrícolas agroecológicos, bem adaptados. Isso significa, no nosso entender, o assumir de uma responsabilidade individual na essência, mas também colectiva, nas transições necessárias. A necessidade de fazermos todos individualmente e em conjunto escolhas — por uma nova ética, uma nova economia, uma nova governação, uma nova ordem — que permitam a transição o mais rápido possível dos sistemas actuais para sistemas verdadeiramente perduráveis.


Sistema keyline num pomar de Montemor-o-Novo

Catarina Joaquim e Carlos Simões

No concelho de Montemor-o-Novo foi plantado um pomar em sistema keyline nos anos 2013 e 2014. Pela junção de dois projectos Proder de instalação de jovens agricultores, nasceu o projecto “Dias Nas Árvores” (diasnasarvores@gmail.com), gerido por Catarina Joaquim e Carlos Simões, um casal de agricultores/permacultores certificados em Modo de Produção Biológico.
Mostrar que é possível regenerar os solos pobres e degradados do Alentejo em poucos anos, é o principal objectivo deste projecto, que inclui a produção de frutos frescos de regadio (ameixas, pêssegos, damascos, maçãs, pêras, tângeras, tangerinas, clementinas, laranjas e limões), frutos secos (amêndoas e nozes) e pequenos frutos (framboesas, amoras e mirtilos), num total de 5,5 hectares.
É esta experiência de três anos de trabalho, desde o planeamento à instalação do pomar em keyline, que vamos apresentar.

Pomar keyline montemor

Onde se aplica o sistema Keyline?

O sistema Keyline é um método de planeamento desenvolvido por Percival Alfred Yeomans, um engenheiro de minas Australiano. A aplicação deste sistema traduz-se numa eficiente gestão e aproveitamento da água da chuva na paisagem, seja esta uma pequena parcela agrícola, uma bacia hidrográfica, ou uma região inteira. Através dos processos de gestão da água, permite o controlo dos fogos florestais, a melhoria dos solos agrícolas silvícolas e de pastagem e a redução dos custos energéticos.
Este sistema é actualmente uma ferramenta fundamental de planeamento num movimento mundial denominado Agricultura Regenerativa, que reúne agricultores de várias partes do globo, empenhados na recuperação e melhoria de solos agrícolas e florestais e na regeneração de todos os sistemas naturais. É hoje essencial na Permacultura em grande escala, permitindo a aplicação da Permacultura em grandes extensões, conjugando cereais, floresta e pastagem.
Desde o início deste milénio, com a percepção que os agricultores começaram a ter da destruição dos seus solos e do aumento dos encargos com adubos e pesticidas, o interesse neste método aumentou significativamente. Nos últimos 10 anos, milhões de hectares em todo o mundo foram convertidos a este sistema, com especial ênfase nos Estados Unidos e na Austrália. A obtenção de efeitos imediatos no aumento e qualidade da produção, bem visível logo após a primeira passagem do arado, não é alheia a este desenvolvimento.
De 10 a 12 de Outubro o projecto “Dias Nas Árvores” (diasnasarvores@gmail.com), acolhe um curso do sistema keyline com Jesus Gámez: “planeamento integral da exploração agrícola para: abundância de água e fertilidade do solo”, para mais informações, ver: http://dias-nas-arvores.blogspot.pt/

keyline

 

5 Séculos de Design para água e solo em declive rochoso em Chão Sobral

João Gonçalves
Clima, geografia, água, acesso e biodiversidade – da posição relativa entre estas cinco variáveis nascem sistemas produtivos que, há mais de 5 séculos, suportam populações nos declives rochosos da Serra do Açor. O Inverno húmido e frio gera nascentes de águas frias que brotam nas rochas mais duras. Nestas cruzam-se os canais de rega/levadas e os trilhos que ligam a aldeia aos campos de cultivo. Com a pedra dura foram construídas os socalcos, leiras ou terraços para reduzir o declive ou nivelar o solo para cultivos anuais e árvores nobres. Anexas às nascentes, as pequenas barragens e os canais de rega possibilitaram fazer, no nosso verão quente e seco, o cultivo de importantes plantas originárias de zonas com verão quente e húmido, como o milho e a batata. Os muros de pedra são multifuncionais, como massa térmica onde se encostam as videiras, e abrigando até insectos úteis e plantas medicinais e melíferas. Aqui, o design usado há séculos ilustra princípios do sistema australiano de Design em Key-line.
chaosobral

João Gonçalves nasceu em Chão Sobral, é licenciado em Animação Socioeducativa e inventou a permacultu(-)ruralização, que originou o verbo permacultu(-)ruralizar. Ver mais em
http://casaverdeamoreiras.blogspot.pt/p/quem-somos.html

 Tarde

Oficinas (O) práticas de permacultura em simultâneo (3h):

O1 – Visita ao Monte dos Carvalhos: Inscrições fechadas

Bárbara Leite, Emma Cowan e Márcia Luz

O Monte dos Carvalhos, “a vision of… a monastic life-giving, eco-community”, foi fundado em 2006. Actualmente nesta comunidade residem permanentemente quatro membros e por aqui têm passado inúmeras pessoas de todas as partes do mundo.Nesta visita guiada será possível encontrar uma horta-comunitária, camas-elevadas, casa-de-banho seca,  eco-construção (com fardos de palha, adobe, madeira, etc.), reservas de água, diversos animais, etc. Para os interessados, o Monte dos Carvalhos acolhe também um PDC – Curso de Design em Permacultura de 11 a 19 de Outubro com direito a entrada grátis na convergência, mais informações aqui.
Fica aqui um pequeno vídeo sobre o Monte dos Carvalhos do Kevin que residiu durante um mês nesta comunidade.



O2 – Espiral de plantas aromáticas (Introdução à permacultura)

Grupo Horta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Máximo 20 participantes, recomenda-se inscrição prévia para: convergenciapermacultura@gmail.com

O objectivo é contribuir para a convergência de Permacultura no Fundão com a criação de uma espiral de aromáticas. Tentaremos utilizar recursos locais na sua construção, iremos usar o conhecido padrão espiral para assim criar uma diversidade de condições para que inúmeras plantas aromáticas possam ali crescer, embelezar o local, contamina-lo com cheiros e insectos e providenciar plantas para diversos usos, desde gastronómicos a medicinais.
Durante o atelier iremos passar pelas várias fases de criação de uma espiral de aromáticas, ou seja, desde o planeamento e design até à sua construção e plantação.
Solicita-se que os participantes tragam algumas plantas para colocar na espiral.
espiralFCUL

A HortaFCUL é um projecto informal que teve o seu início em meados de 2009 fruto de um sonho de um conjunto de estudantes de diversas disciplinas.
O projecto é dinâmico e flexível mas a sua visão geral é ser um espaço de experimentação de técnicas de Permacultura e um local onde diferentes disciplinas se encontram.
O projecto é aberto a qualquer pessoa da comunidade FCUL, a sua organização é caórdica sendo que a ausência de hierarquia não tem impedido de se realizar muitas e diversas actividades.

O3 – Horta Mandala no espírito da Biodinâmica, no conceito do design em Permacultura

Henrique Bastos
Máximo 20 participantes, recomenda-se inscrição prévia para: convergenciapermacultura@gmail.com

Nesta oficina vamos criar uma Horta Mandala, um dos sistemas mais produtivos, em que numa pequena área e com poucos recursos é possível produzir-se alimento para a auto-subsistência num estilo de agricultura familiar com base no equilíbrio ecológico e princípio de Permacultura. Esta Horta Mandala tem um design orgânico, inspirado nas formas da Natureza, com canteiros em formas circulares, onde se plantam legumes, vegetais, árvores de fruto, ervas aromáticas, etc.

henriquebastos
(Horta Mandala em Braga – workshop facilitado por Henrique Bastos)

Henrique Bastos passou a sua juventude nas quintas de família, na Região de Basto, adquiriu experiência sólida e saberes sobre como tratar a terra e sobre agricultura. Frequentou o curso de Técnico de Agro Pecuária. Desenvolveu atividades de formação, percorrendo diversos países da Europa, trocando conhecimentos e experiências, na área de jardins orgânicos. Com notáveis especialistas mundiais, adquiriu sólidos conhecimentos nas áreas da agricultura biológica, biodinâmica e pecuária biológica. Fez recentemente o Curso de Design de Permacultura.
Em Portugal tem desenvolvido actividades de formação e consultadoria em agricultura biodinâmica, um pouco por todas as regiões do país, com workshops práticos e apoio à construção de hortas biológicas, hortas mandalas, permacultura e serpenteadas. Conta já com mais de 1200 participantes em workshops de Horta Mandala.

O4 – O Caminho da Observação – Encontrarmo-nos na Natureza (‘The path of Observation – Finding ourselves in Nature’), em inglês com tradução para português

Laura Maitz – Williams
Máximo 20 participantes, recomenda-se inscrição prévia para: convergenciapermacultura@gmail.com

Observation is at the heart of Permaculture, before we act we observe. It is no coincidence that it is the first Permaculture Principle. Deep and radical observation is the foundation and where we must start. Until we truly see we will only act from old ideas or habits or the ways we did it in the past which may not be relevant for the present context. However, we have not been brought up to simply observe, to see without imposing our ideas on to reality. We have been taught to learn information and techniques and then to try and fit reality into what we already know. Most of us need to re-train ourselves to let go of what we already know and let something else arise from within us.  In this, Nature is the greatest teacher. Not only do we derive our inspiration from the way natural systems function but there is also a more mysterious quality in Nature that invites us to let go, be ourselves and drop into a deeper sense of who we are from where creativity and inspiration flower.
In this workshop we will explore different methods of Observation, from active to passive, from using the mind to going beyond the mind. We will look at how to keep our eyes open and really see whatever we are doing.

By having time to simply stop and be in Nature we have an opportunity to explore our relationship with Nature, why it is important to us and how we can allow the deepest inspiration we experince to inform everything we do in the world.

nature immersion

Laura Williams is a resident co-creator of the Awakened Life Project, Benfeita a spiritual community dedicated to conscious evolution and living in communion with Nature. On the quinta she is responsible for the garden and forest projects and teaches permaculture. She is the co-founder of the Awakened Forest Project dedicated to returning the beautiful hillsides of the Serra do’ Açor back to thriving, diverse broadleaf forest to support people and wildlife.
She is dedicated to a way of living where we do not separate from each other , ourselves and the planet. Where humans come together to realise we do have the power and choice to find our own solutions to all the crises we face. Laura is passionate about immersing people in Nature where they discover a deeper connection to themselves and the cosmos and from that deeper connection they may access an authentic impulse to take action in the world.

O5 – Apicultura Natural e Sustentável: Uma apicultura Api -Cêntrica em vez de Anthropo-Cêntrica, baseada nas necessidades do superorganismo colmeia

Harald Hafner

Atualmente estamos a assistir a um interesse grande e renovado na atividade milenária da apicultura e abelhas. Cada vez há mais novos apicultores e pessoas interessados em trabalhar com estes insectos fascinantes.
As abelhas estão em perigo e com problemas. As notícias sobre o seu desaparecimento, perdas de colmeias e diversas pragas e ameaças para a saúde dos enxames aparecem quase diariamente nos noticiários. Muitas vezes as práticas e técnicas de uma apicultura intensiva, convencional e industrial são parte destes problemas e não ajudam na solução. A abelha é hoje tratado como um “gado” igual a outros, e trabalhado muitas vezes em condições não adequadas.O que é uma prática de apicultura sustentável? Ouve-se muito falar sobre apicultura natural, biológica, permapicultura… e outros, mas há muitas dúvidas sobre o tema. Poucas pessoas e apicultores reconhecem as verdadeiras necessidades do superorganismo colmeia na sua interação com o seu meio ambiente, connosco e como isso pode e deve guiar a prática apícola diária.

Este workshop pretende de forma simples e breve dar uma introdução a uma apicultura Api – Centrica, baseada nas necessidades da colmeia, em vez de Anthropo – Centrica, como é maioritariamente praticada hoje em dia. Uma apicultura que reconhece o “Ser” verdadeiro da colmeia (o “Bien” – “Abelho”) e que quer fornecer-lhe as melhores condições possíveis.Vamos tratar de explorar as diferentes ideias, conceitos e técnicas que permitem uma apicultura mais saudável para o beneficio mútuo entre as abelhas e pessoas. Estes podem ser adoptados com facilidade por qualquer apicultor e pessoa, resultando não só em colmeias mais saudáveis mas também em produtos apícolas de superior qualidade.

oficinaapicultura

Harald Hafner
Master Beekeeper e técnico apícola
Mestrado da Escola Apícola de Warth na Áustria 2011: http://www.lfs-warth.ac.at/de/imkerschule/
Apicultor desde 1998

Apicultor profissional desde 2003 (República Dominicana, Portugal)
Residente em Portugal desde 2006 em Mangualde na Beira Alta, onde trata das suas aproximadamente 250 colmeias. https://www.facebook.com/aabelhaazul?ref=hl
Desde 2011 começou por partilhar os seus conhecimentos técnicos profundos e a sua paixão pelo mundo das abelhas e da apicultura com uma crescente rede de novos apicultores perante cursos e workshops no país inteiro. (mais de 400 futuros apicultores formados)

Tem experiência com abelhas de diferentes raças e temperamentos em climas diferentes e com vários tipos de colmeias. O seu interesse inclui os habitats das abelhas, a sua importância para a ecologia e a interligação da apicultura com a nossa cultura e alimentação. A sua aptidão de observação, curiosidade e abertura para novos caminhos dão profundidade e animação à formação. Sendo um bom polinizador ele próprio, anima e inspira a aprendizagem e partilha contínua dos seus ex-alunos.

Cursos:
Jardim Botânico Coimbra
Paredes (com Paredes em Transição): http://paredes-em-transicao.blogspot.pt/
Porto (com Raízes): http://raizesblog.blogspot.pt/
Coimbra – Granja de Ulmeiro ( com Coimbra em Transição): http://coimbraemtransicao.wordpress.com/ , http://coimbraemtransicao.wordpress.com/eventos/2013-2/curso-de-apicultura/#unique-identifier4
Sintra (Quinta do Luzio): http://quintadoluzio.wordpress.com/
Mangualde: https://www.facebook.com/events/438055959614514/
Madeira: https://www.facebook.com/events/574043626016515/
Aveiro: Apiário Pedagógico da Quinta Ecológica da Moita https://www.facebook.com/QuintaEcologicadaMoita

O6 – Interpretação de paisagem segundo o sistema keyline

Catarina Joaquim e Carlos Simões

Como funciona o sistema Keyline?

Todas as paisagens naturais têm zonas mais baixas, de acumulação de água (vales), e zonas mais altas, de secura (cumeadas). Se pensarmos na nossa ondulada paisagem alentejana, há sempre pequenos vales no topo e cumeadas em zonas mais baixas. A implantação deste sistema nos terrenos agrícolas ou florestais desenha curvas aparentemente niveladas, mas que efectivamente são de ligeiro desnível, descendo a partir das zonas de acumulação de água mais elevadas, até às zonas de secura mais abaixo em cota. Estas linhas, são as linhas de plantação ou de sementeira e são feitas com um equipamento desenvolvido para evitar o reviramento do solo superficial e desenhar pequenas galerias subsuperficiais, 5 cm abaixo da zona de solo arável (solo explorado pelas raízes das plantas). Isto permite aumentar a absorção de água da chuva, a deslocação desta de locais de acumulação, onde muitas vezes provoca erosão, para locais onde esta naturalmente nunca permaneceria muito tempo. Permite também o arejamento desta zona do solo e a penetração das raízes 5 cm mais abaixo. Este arado, chamado arado keyline ou arado Yeomans, é utilizado apenas duas vezes por ano, uma na Primavera e outra no Outono, o que significa que em cada ano a profundidade de solo aumenta 10 cm.
Em solos pobres, secos e delgados, como o nosso e muitos outros da região de Montemor-o-Novo, em 5 anos podemos obter um solo com 50 cm de profundidade. Qualquer agricultor sabe que isto não é de desprezar. Neste arado podem ainda ser acoplados equipamentos de sementeira e fertilização, que permitem que, numa única passagem, se faça o trabalho de melhoria do solo, a sementeira e a fertilização, como fazem algumas máquinas de sementeira directa, mas com um efeito de melhoria de solo que estas não produzem. A aplicação do sistema Keyline permite ainda planear a localização de charcas e barragens, nos locais de cota mais elevada e nunca em rios ou ribeiras, usando os princípios do sistema para aumentar a área de captação dessas charcas. A partir destas, em terreno desnivelado, é possível regar por gravidade culturas e pastagens, ou evitar os fogos florestais por alagamento do terreno situado a cota inferior. Nas quintas de Yeomans, desenhadas na Austrália entre 1950 e 1960, assim como nas propriedades de muitos outros agricultores, o sistema continua a funcionar perfeitamente.
Esta oficina na quinta do convento será uma forma de aprofundar estes e outros conceitos de uma forma prática.

IMGP6703

O7 – Caminhada das Plantas Silvestres: Rita Roquette

Rita Roquette
Máximo 20 participantes, recomenda-se inscrição prévia para: convergenciapermacultura@gmail.com

A Caminhada das Plantas Silvestres é um passeio pedestre que costuma ter a duração de 2 horas e em trilhos de dificuldade muito reduzida.
Nestes passeios o centro de todas as atenções estão viradas para baixo, onde pequenos pontos verdes são a abertura para histórias e saberes que estão quase a ficar adormecidos. Vamos falar das plantas, das árvores, das ervas daninhas que nos dão cabe do juízo mas que resistiram a milhares de anos de evolução conjunta para estarem hoje connosco. Perceberemos que ao darmos nomes e contexto a cada uma delas temos mais razões para termos proximidade e  não rejeitá-las dos nossos espaços comuns.

caminhadaplantas

Desde 2010 com a nossa chegada ao meio rural sentimos a necessidade de reavivar alguns dos conceitos em relação à flora local que de certa forma pareciam ser abordados como tabu. Com frequência mensal ou bimensal organizamos passeios pedestres na região do Alto Minho onde o objectivo não é só ensinar mas sim criar um ambiente de não-julgamento onde as pessoas possam partilhar as histórias e usos da flora com que convivem desde sempre. Criámos também um livro “ Guia Artesanal das Plantas Selvagens” onde com alguma da informação partilhada nos passeios falamos dos usos culinários, medicinais, artesanais e hortícolas de algumas das espécies da flora portuguesa.

Espaço Aberto

André Carvalho

O Espaço Aberto é por excelência a metodologia utilizada actualmente em convergências de permacultura. É uma forma simples e poderosa de catalisar conversas e acções em torno de um determinado tema, problema e prioridades definido pelos próprios participantes. Atendendo a que esta é a primeira convergência de permacultura em Portugal organizamos três momentos para o Espaço Aberto acontecer durante a convergência: i) neste primeiro dia, 24 Outubro onde são explicados os princípios e a metodologia do espaço aberto e os participantes são convidados a participar activamente e a co-criar parte do programa da Convergência com as suas ideias, partilhas, vivências. ii) No dia 25 Outubro acontece um segundo momento de 3h para dar continuidade aos temas do dia anterior e lançar uma nova agenda de discussão e acções. (casino fundanense – sala 1) iii) No dia 26 de Outubro durante o mega-pic-nic serão partilhados os resultados do Espaço Aberto (Octógono). Preparem-se para serem surpreendidos!!!
No final do espaço aberto acontece uma convergência em círculo. Esta actividade volta a repetir-se no dia seguinte às 17h30 no casino fundanense – sala 1.

OST

 

Apresentação da Plataforma pelas Abelhas

Em representação da Plataforma pelas Abelhas estará Harald Hafner.

A Plataforma pelas Abelhas é constituída por pessoas de todo o País que se preocupam com a saúde das abelhas e de outros polinizadores, muitas das quais se dedicam à apicultura, que se preocupam em fazer uma apicultura mais amiga das abelhas, do ambiente, e do consumidor do mel, seja ele qual for. É um grupo de pessoas que se entreajudam, que trocam conhecimentos e que está disposto a contribuir para educar e alertar o público, em geral, sobre a importância ecológica das abelhas e os seus problemas e a apresentar soluções.

guardioes

Posters

Bzzz bzzz bzzz sou uma abelha

Andreia Albernaz Valente / Apis Domus

Estima-se que a nível mundial existam cerca de 20000 espécies de abelhas, cerca de 700 confirmadas só em Portugal – e destas apenas uma produz mel. As restantes contribuem, directa ou indirectamente, para a manutenção de um serviço ecológico fundamental à existência de vida: a polinização. Embora a sua enorme variabilidade seja ainda do desconhecimento geral, um pouco de informação pode tornar-nos melhores observadores e mais conhecedores. Integrando o princípio da ecologia “conhecer para conservar” com a “partilha de excedentes” desse mesmo conhecimento, este poster propõe-se abordar de forma simples e gráfica algumas das características anatómicas e ecológicas essenciais a ter em conta quando se pretende distinguir diferentes espécies de abelhas ou ainda identificar outros insectos que as mimetizam.

foto_poster convergência permacultura_1 (1)

Andreia Albernaz Valente, 34 anos, natural de Lisboa e actualmente residente em Mora. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sempre sonhou poder aliar a ciência à prática na área agrícola. O rumo tem sido construído a espaços, por vezes mais próximo, outras mais distante deste propósito. Pós-graduada em Biologia da Conservação, pela Universidade de Évora, e em Agricultura Sustentável, pelo MAICh (Grécia), está a terminar tese de mestrado centrada na biodiversidade de polinizadores. Conta em breve iniciar um projecto similar no Parque Ecológico do Gameiro (Mora). Em paralelo, dá largas à criatividade através do trabalho artesanal em cortiça. Sempre que tem oportunidade, partilha o que vem aprendendo em pequenas apresentações ou oficinas.

Quinta Ecológica da Moita: Um Laboratório Vivo em Aveiro

Quinta Ecológica da Moita. Em representação da QEM estará Ana Jervis Cunha


A Quinta Ecológica da Moita (QEM) resulta do protocolo entre a ASPEA (Associação Portuguesa de Educação Ambiental) e a SCMA (Santa Casa da Misericórdia de Aveiro) com vista à dinamização de atividades de Educação Ambiental para o público em geral, famílias e escolas, na Mata da Moita, propriedade da SCMA, suportadas por um projecto pedagógico e programa anual de atividades.
A QEM é uma área agroflorestal de 15ha contendo a Mata da Moita, Centro de Educação Ambiental (casa dos caseiros de 1827), trilhos, Horta Pedagógica Mandala, Hortas para adoção, Apiário Pedagógico, charcos e linhas de água, Parque de Merendas e WC seco, estando em desenvolvimento o Parque Pedagógico das Energias Renováveis e o Herpetília.
A elevada biodiversidade da floresta mista de carvalhos, sobreiros, loureiros, salgueiros, entre outros, e a proximidade de 6km de Aveiro conferem-lhe importância na conservação da vida selvagem e como espaço único na região, aliando a Educação Ambiental, divulgação de ciência, investigação, artes, lazer e contemplação.

moita

A Quinta Ecológica da Moita (QEM) resulta do protocolo entre a ASPEA (Associação Portuguesa de Educação Ambiental) e a SCMA (Santa Casa da Misericórdia de Aveiro) com vista à dinamização de atividades de Educação Ambiental para o público em geral, famílias e escolas, na Mata da Moita, propriedade da SCMA, suportadas por um projecto pedagógico e programa anual de atividades.
A QEM é uma área agroflorestal de 15ha contendo a Mata da Moita, Centro de Educação Ambiental (casa dos caseiros de 1827), trilhos, Horta Pedagógica Mandala, Hortas para adoção, Apiário Pedagógico, charcos e linhas de água, Parque de Merendas e WC seco, estando em desenvolvimento o Parque Pedagógico das Energias Renováveis e o Herpetília.
A elevada biodiversidade da floresta mista de carvalhos, sobreiros, loureiros, salgueiros, entre outros, e a proximidade de 6km de Aveiro conferem-lhe importância na conservação da vida selvagem e como espaço único na região, aliando a Educação Ambiental, divulgação de ciência, investigação, artes, lazer e contemplação.

Equipa de Coordenação da QEM:  Joaquim Ramos Pinto (Pedagogo e investigador I Presidente da ASPEA);  Bernardo Conde (Eng. do Ambiente I Fotógrafo de Natureza e de Viagem I Educador Ambiental I SCMA); Ana Jervis Cunha (Eng. Zootécnica I Educadora Ambiental I Apicultora I ASPEA)

 

 

 


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s