Resumo da Convergência

Primeira Convergência de Permacultura em Portugal

Com depoimentos de: Abi Mordin, Ana Cunha, Annelieke van der Sluijs, Andreia Rocha, Andreia Valente, Brian Willis & Lorinda Lange, Catarina Araújo, David Saraiva, Elisabete Sabão, Frederico, Filipa Santos, Harald Hafner, Joana, Laura Williams, Márcia Luz, Margarida Sousa, Maria Tita, Marta Brandão, Patrícia Paixão, Ricardo Gonçalves, Sara Rocha, Sílvia Floresta, Susana. Fotos: Diogo Sousa, Georges Mendes, Horta FC-UL, Keren Yosef, Nuno Donato, Município do Fundão, Paula Soares, Prahlad Alegria, Ricardo Coelho, Susana Guimarães (Su Gu).

Com Gratidão, Conexão, Partilha, Inspiração e Celebração, assim se viveu a primeira Convergência de Permacultura em Portugal.

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26 Out. Danças Tradicionais Europeias. Foto: Município do Fundão.

Fez-se história nesta primeira convergência com os cerca de 340 participantes que tornaram possível um dos principais objectivos desta convergência – contribuir para a consolidação e expansão da Permacultura a nível nacional.
Desta convergência, inúmeras ligações entre pessoas e projectos foram criadas, foram mapeados novos projectos/iniciativas, vários participantes já procuraram aprofundar alguns dos temas abordados durante a convergência, recursos e materiais estão a ser partilhados entre pessoas/projectos, partilha de ajudas em candidaturas para financiamento……

Durante este fim-de-semana surgiu expontâneamente uma proposta concreta de dar continuidade à Convergência de Permacultura no projecto Vale da Sarvinda (Castelo Branco) em colaboração com o André Carvalho do Vale da Lama, que irá privilegiar a metodologia de reunião em espaço aberto, de 1 a 3 de Maio 2015. O grupo da soberania alimentar e abundância que se reuniu durante a convergência também está a organizar um encontro dedicado a este tema no início de 2015 no Projecto 270 . Outra das iniciativas que surgiu e já após a realização da convergência, é o I Encontro Mulheres em Permacultura Portugal planeado para 9, 10 e 11 de Maio 2015, em Sintra (http://encontromulherespermacultura.weebly.com/) e organizado por participantes que estiveram na Convergência.

Por cá, em terras beirãs muitas sementes foram lançadas à terra. No Fundão surgiu o projecto Mercearia Communitas, iniciativa da CMF e inspirado na mercearia comunitária do filme “Transição 2.0”, alguns formadores ficaram de regressar à Cova da Beira para oficinas mais aprofundadas, o tema da permacultura está a ser trabalhado em algumas escolas… Contou-se com cerca de 50 participantes da região. A permacultura suscitou interesse e curiosidade por quem teve algum contacto com o evento e no final foram vários a perguntar pela próxima convergência.

E para quando a próxima Convergência de Permacultura? Em que moldes? Com que objectivo?
Existe já um grupo (googlegroups) que está a discutir este tema e quem quiser se juntar é muito bem-vindo!
Como alguém partilhou durante o fim-de-semana: “A Convergência de Permacultura é um marco histórico no movimento de Permacultura em Portugal – há um antes e depois da Convergência de Permacultura”.
“Não vamos esperar mais 4 ou 7 anos para nos reunirmos todos novamente!!!”

Não vamos esperar mais 4 ou 7 anos para nos reunir novamente! Ditto.

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26 Out. Almoço. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

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26 Out. Feira de Partilha de Excedentes. Foto: Monte dos Carvalhos.

Dia 23 Outubro: Quinta-feira

Foram chegando aos poucos logo na quinta-feira dia 23 de Outubro, uns ainda com a tralha às costas, rostos cansados, mas com olhos sorridentes, para assistir ao filme “O Pomar de Permacultura – além do orgânico” de Olivier Asselin, estreia em Portugal (http://www.permacultureorchard.com/pt-pt/).  E quando demos por nós a sala estava muito bem composta com cerca de 70 a 80 participantes.

“Filme muito bom, muito prático, muita informação, gostava de ver uma segunda vez”. ” Gostava que o filme tivesse exemplos mais adaptados ao clima português”. Ou: “Vou experimentar algumas das técnicas presentes no filme”…
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23 Out. Filme: O Pomar de Permacultura. Foto: Prahlad Alegria

Dia 24 Outubro: Sexta-feira

Abertura
Paulo Fernandes, o Presidente da Câmara Municipal do Fundão e a permacultora Lesley Martin deram as boas-vindas aos cerca de 150 participantes (norte, centro sul e ilhas!) que madrugaram no Octógono para assistir ao que seria um dos grandes momentos da convergência.

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24 Out. Participantes na abertura. Foto: Keren Yosef

“Emocionante e inspirador” ver o filme de boas vindas (https://convergenciapermacultura.wordpress.com/2014/10/26/boas-vindas/) à 1ª Convergência de Permacultura em Portugal, com a participação permacultores como Allan Savory, David Holmgren, Graham Bell, Larry Korn, Max Lindegger ou ainda Rob Hopkins do Transition Networks.
De destacar ainda o facto da abertura ter contado também com a participação conjunta de elementos do Fundão e da Covilhã (o que é pouco habitual nestas terras) e com a presença da nossa Camila ( o elemento mais novo da equipa – grande coragem!!!).

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24 Out. Abertura com Camila Nascimento e Emma Cowan. Foto: Município do Fundão

Apresentações Manhã
Seguiu-se a apresentação /discussão da Lesley sobre Solos, Alfredo Sendim veio falar da Herdade Freixo do Meio (http://www.herdadedofreixodomeio.com/), Catarina e Carlos sobre o Sistema Keyline (http://dias-nas-arvores.blogspot.pt/) e João Gonçalves sobre Chão Sobral (http://www.casaverdeamoreiras.blogspot.pt/).

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24 Out. Solos com Lesley Martin. Foto: Keren Yosef

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24 Out. Herdade do Freixo do Meio: gestão agro-ecológica do Montado com Alfredo Sendim. Foto: Horta FC-UL
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24 Out. Sistema keyline num pomar de Montemor-o-Novo com Catarina Joaquim e Carlos Simões. Foto: Keren Yosef

Por vezes houve quem aplaudisse de pé!

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24 Out. Apresentação Herdade do Freixo do Meio: gestão agro-ecológica do Montado (Alfredo Sendim). Foto: Keren Yosef

“Entusiasmo e emoção foi o que senti ao ouvir as primeiras palavras da Lesley ao abrir a Convergência de Permacultura, toda a experiência de anos e vivência com inúmeras pessoas, a nível nacional e internacional, que tocou e inspirou com sabedor e amor pela sua paixão, a Permacultura, mas acima de tudo, a natureza, a mãe terra, a ligação e preocupação ao solo que ela tão bem expôs.
A resiliência e força cheia de simplicidade e abertura do Carlos da Herdade do Freixo do Meio, que foi contra a corrente do homem, mas a favor da corrente de sistemas e padrões naturais. Foi evidente para todos que é um projecto exemplar em Portugal, carregado de história(s).” Patrícia Paixão
“Assuntos de bastante interesse e de valor relevante para o nosso país! Temas falados e discutidos com bastante interesse e entusiasmo! ” Sílvia Floresta

Programa Crianças
E enquanto aconteciam estas sessões mais “teóricas”, os miúdos puderam participar numa série de actividades para crianças durante os três dias da convergência no espaço do projecto Matriz: ” beezando” (Maria tita), cores vivas (Ana Gambão), reciclagem (Camila Nascimento), conhecer as abelhas e outros insectos polinizadores (Ana Cunha e Jenny Tavares).

“Beezando foi a actividade de abertura do espaço infantil , na I Convergência de Permacultura. Crianças e mamãs “beezaram” entre as três actividade que tínhamos programado. Fizemos vasos de parede com cones de plástico que sobraram de dos cones de lã de uma fábrica, que decoramos com lã colorida, bolinhas de missanga e muitos sorrisos.
Pintamos quadrados de pano com tinta natural, feita de especiarias e gema de ovo, que depois seriam costuradas pelas mamãs do Projecto Matriz que as transformariam em lindos sacos para sementes.
Canas rachadas, lixadas e pintadas com toda criatividade e amor, transformaram-se em marcadores para vasos, ou outra coisa que a imaginação nos deixou voar! As brincadeiras que se misturavam ao ritmo e vontade de cada um, os pais que se foram juntando e mesclando nas actividades programadas ou inventadas na hora por quem quisesse, fizeram desta manhã um momento divertido e muito familiar.” Maria Tita

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24 Out. Beezando com Maria Tita. Foto: Keren Yosef

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25 Out. Cores Vivas com Ana Gambão. Foto: Diogo Sousa

Refeições
As refeições estiveram a cargo do Ananda Café, um bar/restaurante vegetariano da Cova da Beira (https://www.facebook.com/AnandaCafeCovilha), que muitas vezes actua como pólo dinamizador de projectos, comércio local, etc. e que tem marcado presença nestes últimos anos no festival Andanças e Boom.

“Comida deliciosa” Susana Guimarães “No meu top 5 de comida vegetariana”. “Boa comidinha” Paula Soares
“Equipa maravilhosa! Comida deliciosa! Mesmo os momentos de espera pela comidinha boa foram deliciosos para conversa e conhecer pessoas novas!” Sílvia Floresta

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24 Out. Refeições vegetarianas. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

E de dia para dia, a palavra ia passando, que no último dia da convergência acabou-se por cancelar o almoço partilhado que estava previsto e comer novamente no ananda café!

Oficinas Práticas
Depois do almoço foi tempo das oficinas práticas. Escolhas difíceis!
Aconteceram 7 oficinas em simultâneo:

Oficina 1 – Visita eco-comunidade Monte dos Carvalhos, http://mount-of-oaks.blogspot.pt/.

“Já tínhamos atingido o número máximo de participantes, mas lá acabamos por aceitar mais inscrições… e vieram com os seus próprios carros até ao Monte dos Carvalhos :)”

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24 Out. Visita ao Monte dos Carvalhos. Foto: Monte dos Carvalhos

Oficinas 2 e 3 – Espiral de plantas aromáticas (Horta FC-UL, http://www.tu-fcul.net/actividades/hortafcul) e Horta Mandala (Henrique Bastos)

Uma oportunidade de colocar em acção o princípio da permacultura “O Problema é a Solução”: havia pouco material disponível e optou-se por juntar as duas oficinas numa só. Em duas tardes realizou-se uma horta-mandala com uma espiral invertida no seu centro, em que ainda houve tempo para cantorias e festa. Muito trabalho de equipa e cooperação!

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24 Out. Resultado final da espiral de plantas aromáticas e horta mandala. Foto: Município do Fundão

Oficina 4 – O caminho da observação (Laura Williams)
” In the beautiful setting of the park and forest around the Covento, 25 of us gathered to explore 3 different layers of observation and the corresponding relationships we have with Nature and ourselves. We spoke, listened, wrote and let ourselves be nature. I was moved by the interest and sincerity of everyone who came to be willing to reach to understand what we have to do to ensure that we really do start to act differently to create a new, just world. By being in Nature, by listening deeply and dropping all ideas we connect to a part of ourselves that has a completely different relationship with life. From this part of ourselves we will know what do when we pick up the spades or how to be on our relationships and from here we can co-create something completely new together.” Laura Williams

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24 Out. O caminho da observação. Foto: Laura Williams

Oficina 5 – Apicultura natural e sustentável (Harald Hafner), www.facebook.com/aabelhaazul

” As abelhas juntos com outros polinizadores são alguns dos seres mais importantes e vitais no “Web of Life” e assim em qualquer desenho de Permacultura. Desde sempre ocupam um local especial no coração e na mitologia humana como criadores de vida. O Workshop de Apicultura Natural tratou de transmitir a importância de uma pratica apícola sustentável em sintonia com as necessidades do super-organismo colmeia. Tratou de traçar um caminho para uma apicultura-API-cêntrica  em vez de ANTHROPO-cêntrica e assim oferecer uma alternativa viável a apicultura convencional, que estava bem representada no Forum Nacional de Apicultura, que ocorreu a poucos metros de distancia em paralelo com a Convergência de Permacultura.” Harald Hafner

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24 Out: Apicultura natural e sustentável.

“Quando ouvimos alguém falar com o coração cheio de paixão sobre um temas que é tão importante a nossa atenção fica focada a 100%, adorei assistir e aprender mais sobre este assunto!” Sílvia Floresta

Oficina 6 – Interpretação da paisagem segundo o sistema keyline (Catarina Joaquim e Carlos Simões), http://dias-nas-arvores.blogspot.pt 

Foi difícil encontrar um local adequado à realização desta oficina que fosse central, público… o Fundão tem grandes áreas planas e poucas áreas adequadas ao sistema keyline! Mas lá se encontrou um local perto do jardim das Tílias e a oficina pode decorrer como previsto. 🙂

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24 Out. Sistema Keyline com Catarina Joaquim e Carlos Simões. Foto: Paula Soares

Oficina 7 – Caminhada das plantas silvestres (Rita Roquette)
“Estou impressionado com o conhecimento da Rita, onde é que vocês a descobriram?”
“Para mim, o melhor momento da convergência”

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24 Out: Caminhada das Plantas Silvestres. Foto: Diogo Sousa

Reunião em Espaço Aberto
Surpresa das surpresas, grande parte dos participantes regressaram a tempo e horas para o início do Espaço Aberto com o Geoff Lawton em directo da Jordânia!

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24 Out: Início do Espaço Aberto conduzido por André Carvalho e com a presença de Geoff Lawton.

E no espaço aberto conduzido pelo André Carvalho o tema proposto foi: “Como nos podemos tornar co-criadores da regeneração de Portugal?“. Surgiram vários grupos de trabalho:

Ficam aqui alguns resumos, sendo que os resultados estão todos compilados aqui:

Ciência e Permacultura:
“Sentados no empedrado, num círculo dinâmico facilitado pelo Miguel e que foi crescendo, crescendo (seguramente fomos mais que 20), partilhámos opiniões distintas mas que reforçaram o caminho de convergir que nos trouxera ao Fundão. A permacultura e a sua abordagem holística não se coadunam com uma ciência reducionista e compartimentada. Contudo, a experiência dos participantes aponta já para um caminho que se começa a percorrer no presente, sendo fundamental atrair o meio académico através do exemplo. O apoio à horta da FCUL ou o doutoramento do Hugo Permaculture Movement in Portugal : preliminar Survey for Permaculturist with PDC living in Portugal, no qual podem participar aqui
(https://surveymonkey.com/s/DXVDFQC), são pequenos grandes passos nessa direcção. Falando-se da relevância da aproximação e participação do cidadão comum, ficou a semente de reconversão dos edifícios desactivados da Estação Agronómica Nacional num polo de ciência para todos cujos resultados pudessem depois ser validados por cientistas sensu estrito. Abordámos ainda a vertente social e da oportunidade que representa tudo o que ainda está por fazer neste caminho de aproximação incontornável.” Andreia Valente

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24 Out: reunião em espaço aberto: grupo ciência e permacultura.

Rede Convergir (RC), http://www.redeconvergir.net/v2/:

“O grupo reunido, cerca de 30 pessoas, era bastante heterogéneo, tendo pessoas que usam a Rede com frequência até pessoas que não conheciam a iniciativa. De forma a criar uma base comum para o debate foi feita uma breve contextualização sobre a génese e a situação actual da RC. Foram lançadas duas questões para o debate: que desafios os guardiões e os moderadores têm sentido no seu trabalho? De que forma a Rede Convergir (RC) pode contribuir para a regeneração de Portugal?”(…) Sara Rocha

Celebração.
E está claro iniciou-se uma bela jam session com uma série de violas, tambores, improvisação, dança… e castanhas assadas! “Um ES-PEC-TÁ-CU-LO!” O mote foi ” vamos celebrar já o facto de estarmos todos cá reunidos nesta primeira convergência!”

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25 Out. Festa pela noite dentro! Foto: Georges Mendes

Após o jantar seguiu-se a apresentação da Plataforma pelas Abelhas pelo Harald Hafner, www.facebook.com/aabelhaazul.

“A Plataforma pelas Abelhas é constituída por pessoas de todo o País que se preocupam com a saúde das abelhas e outros polinizadores, muitas das quais se dedicam à apicultura, que se preocupam em fazer uma apicultura mais amiga das abelhas, do ambiente, e do consumidor do mel, seja ele qual for. É um grupo de pessoas que se entreajudam, que trocam conhecimentos e que está disposto a contribuir para educar e alertar o público, em geral, sobre a importância ecológica das abelhas e os seus problemas e a apresentar soluções.” Harald Hafner

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24 Out: Apresentação da Plataforma pelas Abelhas pelo Harald Hafner

Esta apresentação também foi realizada no dia seguinte para o Fórum Nacional de Apicultura (http://www.fnap.pt/)  a acontecer durante o mesmo fim-de-semana no Fundão.

Dia 25 Outubro: Sábado
Iniciamos o segundo e terceiro dia da convergência com um círculo matinal conduzido pelo Maurício Umann.

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26 Out. Círculo Matinal no Jardim da Câmara Municipal do Fundão. Foto: Georges Mendes

“Que bom! Acordar, espreguiçar, dar as mãos e cantar! Os círculos são muito importantes! Nos círculos olhamos nos olhos, sentimos os seres que nos rodeiam…começar e acabar os dias com círculos deixa-nos descontraídos, bem dispostos e desperto!” Sílvia Floresta

Neste segundo dia os participantes puderema escolher entre 4 possibilidades: “Permacultura”, “Transição”, “Eco-comunidades” e “Projectos Despertos”.

“Permacultura”
Neste painel estiveram presentes projectos como: Diploma de Permacultura em Português, Parceria Europeia de Professores de Permacultura, Permacultura para educadores (http://dasementearvore.blogspot.pt/), Pequena introdução à Permapicultura de Oscar Perone, Horta mandala, Projecto Vale da Lama (http://www.valedalama.net/), Terra das Crianças, Casa Verde na Serra (http://casaverdeamoreiras.blogspot.com ).

“O amor do projecto Terra das Crianças, do Yassine da Joana, algo que passou como sendo tão puro e inocente como a vontade de qualquer criança, tão simples como brincar ou sonhar, dar às crianças aquilo que tão frequentemente os adultos se esquecem de fazer.” Patrícia Paixão
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25 Out. Discussão painel permacultura. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

“Transição”

Neste painel estiveram presentes: O Movimento de Transição a nível local, nacional e internacional (http://transicaoportugal.net/);  Aveiro em Transição e projectos de educação livre (https://www.facebook.com/AveiroEmTransicao); Madeira em Transição (http://madeiraemtransicao.wordpress.com/); Iniciativa Covilhã em Transição – Um Degrau de Cada Vez (https://covilhaemtransicao.wordpress.com/); Da ITT a Viver Telheiras: uma transição (http://vivertelheiras.pt/) e Famílias em Transição (http://transicaolav.blogspot.pt/).
“Muito interessante poder assistir a projectos de transição tão diversos. saio daqui com uma ideia completamente diferente do que é o movimento de transição e que há muita coisa a acontecer no nosso país.”
“Gostei imenso da apresentação de Aveiro em Transição, especialmente do projecto educação livre” Susana.

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25 Out. Viver Telheiras.

“Eco-comunidades”
“A nossa conversa comecou num ambiente intimista em que todos nos apresentámos, aos poucos foram chegando mais pessoas, mais do que ao início pensámos. Acredito que existe um grande desejo de viver em comunidade e por isso tanta curiosidade. Falámos de experiencias passadas (Yassine e Joana), experiencias actuais (Monte dos Carvalhos e Casa Santa Isabel), experiencias mais institucionais (Aldeias do Xisto) e experiencias globais (Global Village Network). Em comum o tal desejo de vivermos juntos e chegarmos mais longe juntos. O reconhecimento de que nao é fácil viver em comunidade, e que para chegarmos até à verdadeira comunidade temos que passar pelo caos e desilusão. Mas que a verdadeira comunidade surge com compromisso, inclusão e boa comunicação.” Márcia Luz
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25 Out. Discussão eco-comunidades. Foto: Município do Fundão

“Projectos Despertos”
“Estamos muito gratos pela possibilidade de passar uma manhã inteira a explorar um tema que é um pilar nas nossas vidas, pois todos fazemos parte de uma ou mais comunidades, e é sem dúvida fundamental aprender a Cuidar das Pessoas. Algumas das perguntas sugeridas pelo Projecto Vida Desperta (“Como criar uma comunidade dinâmica e sustentável?”; “O que torna uma Comunidade (r)evolucionária”; “O que é activismo espiritual” e “Quais as forças e fraquezas dos portugueses em relação ao despertar e à transição?”), lançaram um debate real e profundo, que enriqueceu em muito a minha experiência e certamente a de muitos dos presentes. Sem dúvida uma experiência a repetir, por todo o potencial de semear, germinar e polinizar ideias, contactos, projectos e amizades, para todos juntos co-criarmos uma nova realidade e uma nova cultura.” Ricardo Gonçalves

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25 Out. Projectos Despertos. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

Depois do almoço aconteceu uma sessão sobre “Soberania alimentar e abundância” conduzida por Coimbra em Transição, a oficina “Permacultura de Dentro para Fora” de Filipa Santos e ainda “Dança Afro-tribal” de Carla Braga (Ceiba Permacultura).

“Soberania alimentar e abundância”

O tema da soberania alimentar e abundância reuniu cerca de 100 pessoas as quais após uma introdução e mapeamento inicial foram divididos em dois grupos principais: “agricultura apoida pela comunidade” com a partilha do projecto CASAS – Clube de Alimentação Saudável e Sustentável (Francisco Dinis), AMAP – Associação para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (http://amap.pt/), Projecto Local no Porto (Hugo Dunkel) e Cesto Cheio (Annelieke van der Sluijs, http://cestocheio.pt/) e ainda um segundo grupo com a partilha dos projectos África das Joaninhas (Patrícia Serôdio, https://sites.google.com/site/hortadaafrica/Home), Projecto 270 (Nuno Belchior, http://projecto270.com/) e Prossumidores (Manuel Vicente, http://prossumidores.pt/). No final houve uma sessão de várias oficinas: chucrute (Hugo Dunkel) snacks, criativos e saudáveis (Jeannette Trevethyen), etc.

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25 Out. Oficina chucrute (Hugo Dunkel). Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

O projecto CASAS na Covilhã funciona com um conjunto de consumidores que semanalmente num excel organizam a encomenda de hortícolas e fruta a um conjunto de produtores locais na região da Covilhã compondo os cabazes individuais previamente encomendados com a disponibilidade do que dá a terra em cada época do ano. Aqui há um pequeno grupo de pessoas que medeia, agiliza e processa a interacção consumidor/produtor, recebem os hortícolas dos produtores, montam os cabazes e os consumidores vem levantá-los.
O projeto AMAP Porto consiste num conjunto de consumidores que inicialmente se reuniu em torno de um produtor estabelecendo um compromisso por épocas agrícolas de ficar com a sua produção. Desta forma pretende-se criar sustentabilidade para o agricultor, partilhando riscos e fazendo o pagamento prévio dos cabazes. Os cabazes vão variando e são definidos semanalmente pelo próprio produtor conforme o que tem disponível na terra a cada época. Os consumidores escolhem os seu legumes com o agricultor a longo prazo numa reunião de preparação de próxima época agrícola.
Quanto ao modo de distribuição, o produtor leva o conjunto dos legumes para um local parceiro do projecto, tendo consigo uma lista com os pesos ou unidades dos hortícolas que compõem o cabaz, aí cada consumidor compõe o seu cabaz e conversa um pouco conhecendo melhor o produtor e outros cooperantes.
Neste momento além do produtor de hortícolas estão também associados à AMAP um produtor de Fruta e outro de Pão.
O Projecto Local, Porto, consiste numa projecto de cooperativa de consumo que surge no âmbito de uma comunidade urbana, um grupo de pessoas que alugou um prédio em conjunto, partilhando recursos e tendo uma moeda social como pano de fundo, o Ecosol. Este sistema de cooperativa além de cobrir as necessidades internas da comunidade pretende ampliar a compra conjunta a pessoas fora da comunidade.
O Cesto Cheio, de Coimbra mas com a possibilidade de ser de âmbito nacional, consiste numa plataforma on-line (http://cestocheio.pt) que mapeia produtores/agricultores, os consumidores entram em contacto directo com o agricultor para fazer as suas compras.” David Saraiva

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25 Out. Momento inicial da soberania alimentar. Foto: RicardoC

“Permacultura de Dentro para Fora”
“A calma e introspecção da Filipa Santos  e do projecto Permacultura de Dentro para Fora, mostrando que a Permacultura é acima de tudo design e a sua aplicação pode ser também usada num processo de expansão e trabalho interior.” Patrícia Paixão

“Dança Afro-tribal”, https://www.facebook.com/ceiba.permacultura?fref=ts

“Adorei a aula de danca afro, a professora contextualizou as dancas e os movimentos, disse-nos o seu significado e proposito, o que deu muito mais sentido a todos os passos que estavamos a fazer. A dança africana deu me muita forca e energia, durante a aula sentimos a terra, respiramos fogo, abracamos outras culturas, vibramos ao som da musica tribal que toma conta de nós!” Marta Brandão
Dança! Celebração! Movimento! Expressão! Todos necessitamos de encontrar o nosso ritmo! Sílvia Floresta

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25 Out. Dança Afro-Tribal com Carla Braga (Ceiba permacultura). Foto. Município do Fundão

Seguiu-se um círculo de partilha conduzido pela Mirka Hlavacova sobre o impacto da convergência, pequenos momentos que tivessem ficado, o que iria mudar com esta convergência…

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25 Out. Círculo de partilha dedicado ao segundo dia. 

Ainda houve tempo para um encontro aberto das iniciativas de transição e a julgar pelo número de novas iniciativas/novos mapeamentos – cerca de 12, com muito sucesso.

“Com cerca de 80 participantes, o Encontro das Iniciativas de Transição foi muito participado. Nós, facilitadores, decidimos à última hora abri-lo também para pessoas que não fazem parte de uma iniciativa de transição: cada vez há mais interesse em processos de tomada decisão que contribuam para a capacidade de um grupo tornar o seu funcionamento verdadeiramente participado, tornando-se co-responsável de um projecto que emerge da inteligência colectiva.
Na introdução, a Filipa Pimentel transmitiu bem o espírito do processo, onde cada pessoa faz um processo interior profundo de colocar-se em função do objectivo do grupo. Se este processo é bem feito, uma dúvida ou resistência verdadeira de uma pessoa torna-se numa oportunidade de enriquecer a proposta ou numa visão mais clara sobre o trabalho que é preciso para a completar.
Claramente, o tempo disponível no Fundão não era suficiente para realizar um processo completo. Não conseguimos finalizá-lo e para que este possa apoiar a transformação para um paradigma alternativo, é preciso tempo para respirar, para ouvir activamente e questionarmo-nos a nós próprios em permanência. Contudo, foi o tempo suficiente para continuar a experimentação. Podem seguir o nosso processo em www.transicaoportugal.net.” Annelieke Van der Sluijs

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25 Out. Encontro das Iniciativas de Transição Portugal (Filipa Pimentel).

O dia terminou com muita celebração e festa após o jantar.
“Estes foram dos momentos mais importantes de toda a convergência! Conhecer pessoas, reencontrar amigos, conhecidos, familiares! Trocar experiências, ensinamentos, contactos… alargar a rede é importante para entender o que todos estamos a fazer, em que degrau vamos e como podemos subir todos juntos!” Sílvia Floresta
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25 Out. Círculo de agradecimento ao Ananda Café pelas refeições da Convergência. Foto: Nuno Donato

Dia 26 Outubro: Domingo

No terceiro dia os participantes puderam optar entre três sessões: “Permacultura”, “Cooperativas e Empresas” e ainda “Economia local”.

“Permacultura”

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26 Out. Apresentação do Livro: “Amoreiras, Permacultura para uma aldeia”: André Vizinho, Filipa Santos e João Gonçalves. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

“Cooperativas e Empresas”
“Fico surpreendida com as ligações, magia, com o dar e receber… que se criou durante a convergência! O Miguel Leal partilhou que uma participante na convergência ficou muito agradecida pela sua apresentação “Timberbee: Como construir uma empresa segundo os princípios da permacultura?” e convidou o Miguel para ir ao seu projecto no dia em que Tamera vinha realizar design e planeamento de água no seu terreno. Assim o Miguel pode também participar e usufruir desta sessão prática. E para mim, o mais extraordinário é que o Miguel foi quem sugeriu a vinda do Christoph de Tamera e a sua apresentação sobre sistema de retenção de água na Convergência. Infelizmente o Miguel não pode assistir á apresentação do Christoph e foi como se o Universo tivesse retribuído a sua contribuição e dedicação a algo maior :)!” Margarida Sousa

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26 Out. Apresentações cooperativas e empresas. Foto: Susana Guimarães (Su Gu)

“Economia Local”
No painel da economia local foram vários os projectos apresentados cujos facilitadores eram da Cova da Beira. Alguns já tiveram visitas “in loco” ao seu projecto, outros vão acolher novas formações, ou simplesmente criaram-se oportunidades de levarem o seu projecto a outras moradas e instituições.

Feira de Trocas
Durante os três dias da convergência Pralahd Alegria e muitos participantes da convergência (pequenos e graúdos) pintaram painéis que vieram embelezar a feira de trocas.
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26Out. Um dos painéis executados durante a convergência com Pralahd e Todos. Foto: Georges Mendes.

Seguiu-se uma Feira de Trocas e Partilha de Saberes (feira de partilha de excedentes) que contou com a abertura da Rede Convergir que pretende mapear projectos inspiradores em Portugal.

Nesta feira de Trocas e Partilha de Saberes aconteceram em simultâneo várias oficinas: “Saber do Sabão” (Elisabete Sabão), “Recolha e Conservação de Sementes” (Sílvia Floresta), “Construção de Ninhos para Abelhas Solitárias” (Andreia valente), “Trad&Art – A Arte na Tradição” (António Supico), “Iogurte Natural” (Miguel Leal), “Leite Vegetal”, “Costura Criativa” (Projecto Matriz), “Hidromel” (Harald Hafner), “Introdução à Comunidade de Trocas Estrela” (Steve Cassidy). Os participantes foram rodando pelas várias oficinas, partilhando experiências… e muitos participantes trocaram entre si sementes, houve quem trocasse amendoas por abraços, favas com caruncho… aconteceu um pouco de tudo!

“Estava uma energia incrível na Feira de Trocas… imensa gente a partilhar o seu conhecimento, brutal!” Frederico

“Saber do Sabão” Elisabete Sabão
“A oficina de sabão foi uma gratificante partilha… Foi um desafio agradável e convergente. A curiosidade ou o interesse, fez sentir um ambiente despertador e consciente, com interesses comuns e objectivos de (re)criar a nossa envolvente ambiental, ou reavivar memórias… (…) Actualmente a internet faz circular muita informação util e inutil, é necessário desvendar mistérios e saber distinguir, procurar a veracidade. disponho o meu contacto para alguma questão que apareça. Grata pela vossa presença.” Elisabete Sabão
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26 Out. Saber do Sabão.

“Recolha e Conservação de Sementes” Sílvia Floresta, http://dasementearvore.blogspot.pt/

“Tema bastante importante face ao que se está a passar a nível mundial com as variedades tradicionais, ais de 75% das variedades pertencem a corporações…é importante ensinar a recolher e conservar sementes! É importante valorizar os mercados de troca de sementes!” Sílvia Floresta

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26 Out. Oficina Recolha e Conservação Sementes (Sílvia Floresta). Foto: Horta FC-UL

“Construção de Ninhos para Abelhas Solitárias” Andreia Valente, https://www.facebook.com/ApisDomus

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26 Out. Oficina Ninhos Abelhas (Andreia Valente). Foto: Horta FC-UL 

“Trad&Art – A Arte na Tradição” António Supico
António Supico é natural do Fundão e nesta oficina partilhou como fazer os carrinhos de sabão de “antigamente.”

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25 Out. “Trad&Art – A Arte na Tradição” (António Supico). Foto: Horta FC-UL

“Iogurte Natural” Miguel Leal

“Leite Vegetal”

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26 Out. Leite Vegetal. Foto: Horta FC-UL

“Costura Criativa” Projecto Matriz,  https://www.facebook.com/pages/Matriz-E5G/433606886707724

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26 Out. Costura Criativa (Projecto Matriz) Foto. Horta FC-UL

“Hidromel” Harald Hafner, www.facebook.com/aabelhaazul
“Um olhar inspirado a bebida alcoólica mais velha do mundo. Facil de confeccionar com utensilios disponíveis em qualquer cozinha. Foram apresentados algumas técnicas simples para começar os experimentos. Especialmente a parte das provas de alguns ensaios deixou os participantes alegres até durante a hora do almoço…… :-)” Harald Hafner

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26 Out. Hidromel (Harald Hafner) Foto: Georges Mendes.

Durante o almoço decorreu uma reflexão em grupo conduzida pela Lesley Martin: 1) O que sobressaiu mais na convergência? 2) O que fariam diferente? Qual a vossa visão/futuro da permacultura em PT? Onde queremos que chegue? 4) Qual o Próximo Passo?

Algumas das respostas: 1) Espírito de partilha, empatia, conhecimento. Gratidão. As pessoas. Família. Como que uma força maior para que tudo corresse tão bem – até o tempo ajudou… 2) Programa com menos actividades, mais tempo de OST, mais celebração e relaxamento. Lanches mais saudáveis. Mais clareza no prospecto do programa Reciclagem. Era preciso mais tempo para desenvolver certos projectos e ligações que esperamos que aconteça no encontro no Vale da Sarvinda! 4) Convergências de permacultura regulares. Plataforma social.

E este também foi o tempo para algumas despedidas, conversas prolongadas e algumas cantorias 🙂
E chegamos ao final em beleza com danças tradicionais europeias conduzidas pela Vereadora da Educação da Câmara Municipal do Fundão e a Academia Sénior (e que diga-se de passagem tal foi o sucesso que a “professora de dança” já foi convidada para conduzir mais danças no Vale da Sarvinda!).
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26 Out. Danças Tradicionais Europeias. Foto: Município do Fundão.

Fica aqui assim o registo de alguns momentos únicos vividos durante a convergência de permacultura. Com a certeza que sementes lançadas e partilhadas estão a germinar um pouco por todo o país.
Gratos a todos aqueles que tornaram estes momentos, estas sementes uma realidade.
GRATIDÃO.

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Foto: Gratidão. Susana Guimarães (Su Gu)
“Palco desfeito, chão varrido e o síndrome de casa vazia…. mas com um coração CHEIO!
E um “muito obrigad@” a todos os que vieram cooperar nesta construção de um fim-de-semana memorável!” Nuno Donato

“Coração cheio aqui tb! e não só….cheia de ideias…cheia de forças…e mais amigos e mais…mais…mais!!” Maria Tita

“Um encontro inesquecível, muito bem organizado e para repetir, repetir, repetir! Coração cheio e profunda gratidão, são os meus sentimentos. Bem-hajam!” David Saraiva

“Convergência foi presentear-me com um sentimento forte de partilha, descoberta e união. Gerou-se a possibilidade, o espaço e os momentos para que pessoas de muitas bandas pudessem fazer acontecer um evento que me acrescentou como ser humano, mulher, mãe e profissional. Aquisição de conhecimentos, exemplos de experiências conseguidas e em processo de concretização. Muitas trocas. Algo forte que nos une ao ser humano e à terra que gera cumplicidade quando valores tão altos se levantam, de responsabilidade, consciência, resiliência e vontade e disponibilidade para amar. O meu muito obrigado.” Ana Cunha (Fundão).

“Saudações!
Vivemos tempos de reconhecimento e celebração!
Este fim-de-semana passado foi memorável para história da Permacultura em Portugal.
Faço o meu alargado agradecimento a todos os que possibilitaram a Convergência do Fundão que juntou centenas de pessoas dedicadas de corpo e alma ao cuidado da terra, ao cuidado das nossas comunidades, à partilha de sabedoria, experiência e sementes, muitas sementes, fruto de muita dedicação e trabalho!
A tomada de consciência da história que cada um e todos em conjunto temos feito com as mãos na massa, corações apaixonados, cérebros activos e atentos é extraordinária.
Sinto o completar de um ciclo a vários níveis. A ligação à natureza a que muitos de nós se tem dedicado faz-nos crescer mais fortes, resilientes, conscientes, encontrando profundamente o significado da amizade, num retorno à terra que traz a felicidade do alimento vivo, numa procura da simplicidade que nos torna mais humildes e descontraídos.
Vejo agora terreno fértil para passos estruturados, fortes alianças, partilhas autênticas, fazendo-nos valer das inúmeras ferramentas e tecnologias ecológicas, sociais e económicas que temos aprendido. Caminhamos com mais confiança e cientes de um alto nível de inter-dependência. Belos desafios se avizinham! 🙂
Acredito mais do que nunca no ser humano, capaz de moldar a paisagem, de reavivar os seus sonhos, de visualizar e de construir um futuro em amor e abundância! Tive oportunidade de oferecer um workshop de Permacultura de Dentro para Fora onde confirmo a pertinência e a necessidade deste modelo de design humano.
No sentido de facilitar esta transição de momentos históricos trabalho no observador, aquele que coloca a semente na Terra, que tem voz, o mesmo que projecta, o mesmo que “move montanhas”: cada um de nós, indivíduos enquanto elementos que formam grupos, comunidades e redes!” Filipa Santos

“Thank you for all the efforts you have made to ‘integrate’ the interested people who speak only mostly english” Brian Willis & Lorinda lange

“Really well organised. I am very impressed with the level of the activity. There is a lot of enthusiasm, passion. One thing I would maybe change: When we have convergions in scotland, it is always on one project. Each year in different cities. The all convergion meeting takes place at one place and project – convergion based on a project.” Abi Mordin

“Neste fim-de-semana fizemos história. (…) daqui a 20, 30 anos será o equivalente ao primeiro Vilar de Moutos. Os mais novos a querer saber como foi, os que lá estiveram a recordar como ali se plantou a semente que desabrochou numa floresta mágica” Catarina Araújo

“Fundão 26 Out. Saio Inspirada!!! Saio confiante!!! Sinto-me profundamente grata. Obrigada a todos quantos tornaram este momento possível.” Maria

(…) “Venha mais um, dois… infinitos encontros destes” Joana

“Adorei participar na Convergência e sentir como é que as pessoas e projectos estão a amadurecer e a enraizar-se. O próprio programa foi fruto da nossa experiência colectiva e com as ligações cada vez mais desenvolvidas e multifacetadas entre nós, os efeitos dos encontros e partilhas têm cada vez mais impacto. Para mim foi muito inspirador poder contribuir com o que aprendi na AJUDADA. Senti que ela estava presente no Fundão. Grata à organização dar espaço para isto acontecer!
Achei enriquecedor o cruzamento das redes ao nível nacional. Terei todo o gosto em dar o meu contributo para isto acontecer uma vez por ano (se fosse mais, vamos desencontrar-nos….).
Agradeço muito a iniciativa da Câmara Municipal do Fundão para receber-nos, é um impulso significante e importante para a permacultura e transição em Portugal. Mais do que uma outra convergência em Fundão no próximo ano, gostaria de ver projectos em que haja mais espaço para um desenvolvimento local continuado. Uma oportunidade para implementar as ideias da convergência.” Annelieke van der Sluijs


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